Os gestores e os desenhos das metas de desempenho de sua equipe

A humanização e o desenho otimizado das metas


Por Andréa Silva Rasga Ueda em 02/06/2019 | Comentários: 0

 

Já falei anteriormente a respeito da atuação das equipes e de seus gestores e os reflexos entre si, em termos de motivação, engajamento e crescimento profissional.

Aqui quero discorrer sobre algo bem afeto a isso: as metas de desempenho.

Louvável, aplicável e realista quando se faz algo sério: metas definidas em conjunto com cada um dos membros da equipe, com foco nos interesses da corporação, mas sem perder de vista que, mais do que mero retorno financeiro para o gerido, o atingimento delas deve trazer um retorno em termos de melhorias profissionais e pessoais àquele ao qual são aplicadas. Ao menos é o que entendo que deva ser; caso contrário, paramos por aqui e toda a conversa sobre motivação, crescimento profissional e gestão de recursos humanos deve cair no limbo.

No entanto, não é o que se costuma ver por aí: na maioria dos casos que presenciei e vivenciei, as metas são criadas pelo gestor, sem o menor senso de motivação ou educacional, meramente aplicadas para cumprir as exigências da companhia, dispostas e lançadas em programas de computador frios, de maneira matemática, sem conversas prévias, análises e reanálises pelas partes envolvidas no desenho e atingimento dessas metas, e, muitas vezes, sem a menor possibilidade de apuração real.

E, para piorar, os gestores, quando por época do feedback com as avaliações de desempenho dos seus geridos quanto ao atendimento dessas metas, são mais sôfregos do que quando alimentaram os programas com as tais metas: retornos curtos, superficiais, desrespeitosos até para com o profissional que está em sua frente para aprender e melhorar.

As metas têm um propósito maior: devem elevar o profissional a patamares novos em sua carreira. Desafiá-lo, fazê-lo querer chegar além de onde está, motivá-lo e não só - acreditem! - com o resultado financeiro.

Por óbvio esse retorno monetário é buscado e merecido quando atingido, mas tenham certeza de que a motivação de crescimento pessoal - que deve ser uma meta para todo gestor frente às suas equipes – é algo igualmente almejado por todo bom profissional que se preocupa com sua carreira, pois os que não estão nem aí se contentarão, ou não, com o resultado acrescido em sua conta bancária.

O engajamento será maior, a satisfação com os degraus atingidos ficará estampada na fisionomia e nos atos daqueles que o conseguiram, o querer mais em termos profissionais será ilimitado. As melhorias constantes se farão notar e, mais do que uma equipe trabalhando e cumprindo metas, teremos uma equipe coesa, engajada, interessada, proativa, dinâmica, realmente motivada. E mais apta ainda a dar os retornos desejados (dentre os quais os financeiros).

Tentem, então, revisitar suas ideias de como trabalhar e escrever as metas de suas equipes: isso exigirá todo o esforço em conhecer cada um, seus desejos, suas vocações, seus interesses, seus conhecimentos, sua maturidade, em suma, o que já disse e sempre repetirei, forçará conhecermos o ser humano por detrás de cada cargo/posição em sua equipe e nos fará sermos gestores educadores.

Precisamos saber passar a lidar com metas que recompensem os profissionais de alto desempenho, de forma a buscar, com o tempo, quebrar um ciclo vicioso de insucessos e falhas constantes, eliminando os baixos desempenhos.

Faça o teste: o retorno será certeiro e gratificante. Para todos.

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Sobre o autor

Andréa Silva Rasga Ueda

Bacharel (1993), Mestre em Direito Civil (2009) e Doutora em Direito Civil (2015), todas pela USP, atuando como advogada desde 1994, tendo atuado até 2006 em escritórios próprio e de terceiros (médio e grande portes), com grande experiência no consultivo e contencioso civil (especialmente em contratos), comercial, societário (elaboração de atos societários de Ltdas. e S.As, de capital aberto e fechado; participação em M&A, IPOs, Private Placement), bem como em transações imobiliárias e questões envolvendo mercado de capitais e compliance. De 2007 até 2018 criei e gerenciei departamentos jurídicos de empresas nacionais e transnacionais. Atualmente atuo como consultora jurídica corporativa e como diretora jurídica na startup de geração distribuída Sunalizer, com atuação nacional e internacional. Forte experiência no regulatório de energia e GD, de 2007 a 2012 e 2018-atualmente, de mercado de capitais e de construção de torres para suporte às antenas de empresas de telecomunicações (desde 2013). Professora da Escola Superior da Advocacia (ESA-SP), entre 2001 e 2002, na matéria de Prática em Processo Civil, bem como assistente de professor na matéria Direito Privado I e II, na Faculdade de Direito da USP, durante o ano de 2007. Especializações: Consultivo civil/empresarial (Contratos) e societário; M&A e atuação em estruturações de operações financeiras; mercado de capitais; regulatório de energia e telecomunicações. Meu site é: deaalex.wordpress.com. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/6450080476147839


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