Conduta ética


Por Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas em 03/02/2020 | Comentários: 0

 

Ética, para mim, é a manifestação de valores morais, internos, no trato com os demais. Considero, portanto, valores éticos, o respeito, a simpatia, a amizade, o afeto, a paciência, a tolerância, o exemplo, dentre outros.

A ética no corrente se constitui num conjunto de normas rígidas de convivência humana muitas vezes divorciadas do conteúdo moral do ser. A ética é, no meu entender, essa exteriorização do cultivo interno de valores morais, no trato com o nosso semelhante. A ética se expressa no trato com o semelhante e a moral no trato do ser consigo mesmo. A norma ética que não tem um respaldo numa conduta moral é como se fosse a fachada de uma casa sem o resto de sua estrutura. Não passaria de uma fachada. É um verniz que tenta encobrir a madeira estragada.

O Código de Ética de qualquer profissão tenta suprir as lacunas, no meu modo de ver, deixadas pela educação sedimentada na formação do ser humano, a chamada «educação de berço». Quem aprendeu a cultivar valores morais de honestidade e respeito, por exemplo, não necessita decorar normas éticas previstas nesses códigos, porque sua conduta estará de acordo com esses postulados de convivência harmônica, naturalmente, e estará seguro de que, em sã consciência, não ferirá a norma ética codificada.

A conduta ética dos profissionais do Direito, como, de resto, em todas as profissões, sofre as alternativas de uma cultura em franca decadência que não soube ensinar o homem a conhecer-se a si mesmo, a amar e respeitar o Autor de sua existência, a conhecer as leis universais. É preciso que o homem resgate os valores que perdeu no desvio enfrentado nessa sua caminhada evolutiva e cultive os verdadeiros conceitos de vida, moral e ética dentre outros, pois o culto aos conceitos é o que forma o patrimônio moral dos homens. É necessário, também, que o ser humano busque se humanizar mais, conhecendo o seu próprio mundo interno e se constituindo num agente ativo do bem, fazendo o bem pelo bem mesmo. Que o ser deixe de uma vez por todas de crer numa fé cega e vá em busca da fé consciente, apoiada no conhecimento e avance resoluto no esforço tenaz de ser útil à humanidade e aprenda de vez que a única oração digna aos olhos de quem o criou é sua conduta honrada no dia a dia, ao longo de toda uma vida.

 

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Sobre o autor

Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas

Advogado militante no Foro em Geral e nos Tribunais Superiores com mais de 40 anos de experiência. Assessor Jurídico na Associação Comercial e Empresarial de Minas - ACMinas desde 1980. Sócio Fundador do CUNHA PEREIRA & ABREU CHAGAS - Advogados Associados desde 1976. Consultor Home Office. Tributarista. Autor de vários livros na área. tributária. Conferencista. Professor.


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