Como anda o resultado financeiro do seu negócio?

O controle financeiro das empresas precisa ser capaz de ajudar o administrador a tomar decisões diárias que contribuam para o aumento regular da lucratividade até a sua sustentabilidade.


Por James Warley em 25/10/2018 | Comentários: 0

Você que administra um negócio, em algum momento já deve ter ficado com dúvida se ele é realmente lucrativo ou se gera prejuízo. Sobre isso, tenho uma boa e uma má notícia:

Alguns pequenos empresários, acredite, talvez pelo receio de serem surpreendidos, não gerenciam suas finanças, e, também por esse motivo, acabam tendo dificuldade até para pagar boletos na segunda-feira (dia cruel).

E quando o caixa aperta, recorrem aos limites de crédito facilmente disponibilizados pelos bancos, com juros extorsivos, antecipam o recebimento de cheques e títulos, contratam empréstimos, acumulam dívidas e acabam se acostumando com uma escassez de recursos aparentemente interminável.

Por vários anos, à custa de muita ilusão e trabalho, conseguem manter as portas abertas, pagar a equipe, enriquecer bancos e agiotas, mas acabam sem tempo, tranquilidade, saúde, lazer e dinheiro.

Espero que esse não seja o seu caso, mas, se for, continue conosco.

Quando chega nessa situação, o empresário vai perdendo a motivação do início, até definitivamente fechar as suas portas, o que vem acontecendo precocemente com mais da metade das empresas com até dois anos de funcionamento.

Mas sempre há um caminho: atitude para aprender, planejamento para direcionar e determinação para agir, ingredientes que resolvem quase tudo nesta vida.

O empresário precisa se envolver com os números e conhecer todos os custos envolvidos no seu negócio, identificar a margem de contribuição, ponto de equilíbrio, para em seguida identificar a sua lucratividade. Para isso, veja algumas dicas:

  1. O primeiro passo para você ficar por dentro das finanças da sua empresa é implementar ferramentas simples como o “Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE)”, para compreensão da lucratividade, e o “Fluxo de Caixa”, para planejamento da movimentação financeira projetada para os próximos meses. Com apenas essas duas planilhas corretamente preenchidas e atualizadas, você obterá informações suficientes para tomar decisões importantes.
  2. Analise as planilhas semanalmente e, conforme o resultado obtido, planeje ações como:

a.    redução de despesas;
b.    renegociação do valor da locação do imóvel;
c.     parcelamento dos débitos com os fornecedores;
d.    suspensão temporária do pagamento de juros e parcelas de financiamento até recuperação do caixa;
e.    recuperação de tributos;
f.      readequação organizacional;
g.    recuperação judicial etc.

3. Elabore um plano de ação para seu planejamento, transcrevendo o que será feito, quem fará, quando será, e tudo mais que facilitar a sua efetiva conclusão.

Embora toda atividade econômica tenha como principal objetivo a geração de lucro, obtê-lo é sempre um desafio, nem todos conseguem. Novas exigências, mais burocracia e aumento da concorrência são obstáculos intransponíveis para os empresários que não implantam modelos adequados de gestão.

Portanto, mãos à obra! Comece hoje mesmo o gerenciamento financeiro do seu negócio.

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Sobre o autor

James Warley

Advogado de empresas desde 1999, especializou-se em Direito Tributário e Direito Público. Realizou dezenas de formações em gestão empresarial, além de MBA em Gestão Estratégica, ministrando cursos e treinamentos para o Sebrae e Senac. Já contribuiu para o crescimento de centenas de empresas de vários portes e ramos de atividade e há mais de 18 anos é sócio e Consultor Empresarial do Idecorp - Consultoria Empresarial, atuando com Planejamento Estratégico, Gestão Financeira, Marketing e Pessoas. É professor universitário, autor e instrutor de cursos empresariais e palestrante motivacional. Também atua como Business, Leader e Life Coach. É tutor de pós-graduação das Faculdades São Luís e Unifacvest. É membro da Associação Brasileira de Consultores Empresariais (Abracem) e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).


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